10 de novembro de 2009

Unibandidos

Sério, achou o fim o caso da Geisy? Teve coisa pior...

9 de novembro de 2009

Nação de quê?

Ao contrário do que tenha parecido, eu não fiquei alheia ao ocorrido com a Geisy Arruda, estudante da Uniban que acabou sendo expulsa da instituição por um vestido que usava. Primeiro, eu achei que a Sabrina Sato finalmente se mostrou útil, foi lá, com um vestido ainda mais provocativo do que o gerador de toda essa confusão e não foi agredida, o que mostra que esse povinho não tem o menor critério para fazer coisa alguma. O que me leva ao segundo ponto: a manifestação tava tão cheia, eu me pergunto se não teve ninguém ali que não pertença ao grupo dos baderneiros.
Terceiro, o interessante da história foi trazer uma assunto que a gente acha que já passou, que ficou lá para trás de alguma década distante mas a gente sabe que convive com a gente: machismo. E desta vez foi institucional, a Uniban consegui expulsar a moça que foi agredida mas aqueles que disseram que cometeriam estupro tão lá, se bobear ganham até bolsa de estudos.
Quarto, pouca roupa? Ok, gente, eu confesso que não usaria um vestidos como esse para ir à faculdade, mas isso não quer dizer que se um dia eu vier a usar sou isso ou aquilo. Quantas vezes os homens deixam o elástico da cueca aparecendo, tiram a camisa porque tá calor e ninguém chama eles de michê ou cria uma situação desse tipo. Se alguém não gosta da roupa do outro, olha para o outro lado, faz comentário sarcástico entre os amigos e pronto. Eu também acho o fim uma porção de coisa que vejo por aí (e não falo só de roupas) mas não me dou ao direito de agredir alguém verbalmente ou de fazer ameaças por isso. Sério, quando li a matéria, fiquei imaginando a mulher com uma saia de 6 dedos, mostrando calcinha pelos dois pólos, decotão, barriga de fora, e ainda assim eu não achava que justificava o comportamento. Mas aí eu vejo que foi um vestido desses, e só acho tudo ainda mais ridículo. Eu acho engraçado como as pessoas conseguem se virar contra algo assim, gritar, ameaçar, ofender, falar do que não sabem, por causa de um vestido; mas estão vendo coisas piores, que as afetam ainda mais o dia inteiro nas ruas, como motorista que não respeita pedestre, que pára no meio da rua se lixando para o trânsito, gente que mal trata criança, enfim, que faz qualquer coisa que tem efeito direto na nossa vida e assistem quietos. Mas aí porque tem uma mulher de vestido se sentem profundamente ofendidos! E esta postura ainda é ratificada por uma instituição com mais de 30 mil alunos. Se eu estudasse nessa universidade, pedia transferência, como gente assim vai se responsabilizar pela minha formação? Mais, que corpo jurídico é esse que decide transformar a vítima em ré? Se a Unibandidos leva tão sério assim os tipos de trajes que os alunos devem usar, como nunca se manifestou de forma oficial sobre o tema? O Allan Sieber falou muito bem, "num coro de 'machões' todo mundo é super corajoso".

7 de novembro de 2009

Tempo é farto, mas ele acaba.

Tragédia pessoal

Já que falo tanto de muletas e janelas, achei justo compartilhar algo mais aqui. Parodiando Fernanda Young, qual o problema de me expor numa foto já que quando escrevo aqui me exponho mil vezes mais. Ok, ok, me basear na Fernanda Young para compor um post foi errado, feia Kath!, mas o ponto é que as pessoas têm um blog para poderem falar de si, sem ter que obedecer a uma censura, a um chefe ou a uma convenção, logo, eis a minha fotinho dos meus pés nada singelos, sendo que um num estado mais crítico que o outro.
Foi com esse par assimétrico que peregrinei até em casa e esperei por ajuda. Antes que perguntem, não foi dando uma voadora, não foi escalando uma pedra de limo, não foi correndo em alta velocidade de bicicleta que consegui isso, foi apenas indo pegar um ônibus. Sim, a vida cotidiana é infinitamente mais perigosa do qualquer coisa "radical" que a gente invente de fazer.
Eu lembro de O Lutador, no final, em que a Cassidy pede ao Randy para que ele não lutasse. E ele fala:
— Fica tranqüila, eu só me machuco lá fora.
E deixa assim, não quero falar de mais tragédia pessoal agora. Mas o bom disso é que a gente vê a grandeza de quem nos cerca.

6 de novembro de 2009

Música do dia


Sem grandes motivos, só li o título num blog por aí e resolvi compartilhar a música. O vídeo vem de brinde.

Imagem do dia

Você sabe que está muito quente quando:

-fica doido para ter um motivo para entrar na fila do banco;
-abre a torneira de água fria achando que abriu a errada;
-não sabe a marca do chocolate que tá comendo, porque a marca em baixo relevo sumiu;
-espanta o seu gato quando ele vem ao seu colo;
-olha a data de validade das sopas individuais que tem na despensa, se perguntando se ainda vai dar para tomá-las no ano que vem;
-não quer descer na sua estação do metrô;
-toma banho e não sabe se está enxugando suor ou água;
-faz companhia ao seu cão deitado no chão de azuleijos da cozinha;
-a manteiga da geladeira sai derretida;
-você se sente um daqueles vilões de Indiana Jones, o primeiro, quando eles abrem a arca.

3 de novembro de 2009

Pimenta no dos outros

Eu lembro da minha primeira fratura. Parece uma memória querida por começar assim, né?, mas não, naturalmente que não foi. Era um caso para pino, mas como eu também tive uma ferida, o médico disse que cirurgia não ia rolar por causa dos risco. Ok, depois de quase 2 meses imobilizada, eu fiquei boa, sem problemas. Eu lembro que o que mais me revoltava naquela época não era bem a minha situação, era, já que tive que andar de muleta um mês inteiro, a falta de educação das pessoas diante de alguém que estivesse com uma deficiência. Houve casos em que o porteiro de um prédio não se deu ao trabalho de levantar de trás da mesa dele para abrir a pesada porta de blindex para mim. E hoje eu vejo que certas coisas não mudaram muito. Outro dia, chegando a um mercado, fui usar a cadeira de rodas que o estabelecimento disponibiliza para clientes. Ao perguntar para o segurança, ele disse que tinha só que passar um pano porque estava suja. Aí, ao rádio, disse:
—Oh, fulano, procura aí o ciclano porque tem que passar um pano aqui na cadeira de rodas. — E depois disse a mim — Daqui a pouco ele chega.
Hein? Sentei na cadeira e falei que aquilo estava lá para uma pessoa com necessidade, não alguém que pudesse ficar comodamente esperando alguém ter a bondade de aparecer com um paninho.
Ontem mesmo tive que ficar na frente do carro e erguer uma das muletas para que o motorista me deixasse passar dentro do estacionamento de um mercado sob a chuva, e logo depois o manobrista empurrou a minha muleta com o carro, enquanto eu estava na frente do carro. Mas eu não considero isso como o todo da situação, sei que foi azar, tem gente mais educada e racional do que isso. O que constitui a massa mesmo são as pessoas que preferem ficar olhando para a sua situação, te medindo, para saber o que você tem. É um tal das pessoas se esticarem, se cutucarem e até apontarem quando eu entro que me enerva, é comum até ouvirem algo como "apontar é falta de educação, gente". Mas a minha situaçao não me revolta por mim, não, porque eu ando de muletas por um mês, no máximo dois. Mas eu me pergunto das pessoas que tiveram sérios problemas, seja de formação ou de percurso, ficaram presas a uma situação permanentemente desagradável e que são alvo deste tipo de constrangimento. Isso me irrita mesmo. Acho lamentável essa mania de fazer show na desgraça alheia, e a soci que se forma ao redor de um acidente de trânsito não me deixa mentir.

2 de novembro de 2009

Caro Papai Noel,


Desisti de pedir Paz Mundial, me traz esse presente que eu perdôo por faltas anteriores. (É tão dandy que ainda tem a mão na cintura, loosho!)
Obrigada.
P.S.: Leva um Tagamagochi para essa menina de rosa, coitada.

Obrigada de novo.

Inédito

Dia de finados com sol e céu azul. Acho que nem o meu avó viu isso na vida dele.

31 de outubro de 2009

Í vê

Cara, quatro, quatro anos escrevendo aqui, movimentando meu espacinho, espalhando minhas idéias pela cama, tirando a poeira e passando o café. Não vale falar que quando eu comecei nunca achei que fosse chegar aos 4 anos e blablablá, vocês já sabem. Eu admito que nesse ano andei um pouco mais ausente, motivos diversos, saúde, logística, possibilidades e, posso até dizer, seletividade. Mas é fase, como é próprio daqueles que experienciam uma vida, passa, e se o Casa viver o suficiente para isso, volta. Sendo assim então, torço para que volte.
Dentro do espírito do ano da França no Brasil, até os presidentes Lula e Sarkozy me mandaram cumprimentos pela data. Muito embora M Bruni tenha errado no número, não vamos fazer disso um incidente diplomático ou desmerecer o gesto, o que importa é a lembrança.
Como eu disse no aniversário passado, talvez nos 5 anos de vida do meu Casa (em 2010), eu faça uma festa com cospidores de fogo, tequileiras, uma drag queen e um cover do Elvis (gordo, naturalmente), vou até me vestir de pin up para ficar bem a carater. Só no ano que vem mesmo, porque neste eu tenho que me contentar em conseguir chegar até a cozinha para beber um copo d'água.
Mas para não deixar o espírito festivo de lado, como trilha sonora, fica "Four Sticks", do Led Zeppelin, aquele quarteto fantástico britânico, presente no seu quarto álbum, sem título, também chamado de Led Zeppelin IV, na lógica dos álbuns anteriores, ou de Four Symbols.

E como quatro pouco é bobage, fica o trevinho no template para dar sorte nos dias vindouros.

29 de outubro de 2009

Se eu fumasse

Ok, mas se alguém disser que os pêlos no queixo eu tenho, dou com a muleta na cabeça.

Lalado do Ultra Lafa, home deste traço inconfundível.

Tá lá!

A beldade acima é La Toya Jackson, irmã do grande astro ( e construtor de pontes) Micheal.
Certo.
Pelo visto, cloro tá no sangue da família.

Telefone para Oscar Wilde

Oscar Wilde- Alô?
Pesquisador- Bom dia, senhor Wilde. Gostaria de saber se o senhor tem 5 minutinhos para responder algumas perguntas. Eu trabalho numa empresa de pesquisa de opinião e...
Oscar Wilde- "O trabalho é a praga das classes bebedoras."
Pesquisador- Qual seria, para o senhor, a principal função do Estado?
Oscar Wilde- "O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.".
Pesquisador- Na sua opinião, o Estado faz cumprir a constituição brasileira - tratando todos os cidadãos de forma igualitária?
Oscar Wilde- "Não tenho nada a declarar a não ser a minha genialidade".
Pesquisador- Prefere não responder essa pergunta? Ok. O senhor está satisfeito com o papel do Estado na sua vida?
Oscar Wilde- "A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação."
Pesquisador- ...consideraria o atual governo federal "ótimo", "bom", "regular" ou "péssimo"?
Oscar Wilde- "A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e a sua arte é algo de ridículo".
Pesquisador- Não consigo classificar essa resposta em meu questionário.
Oscar Wilde- "Ser grande significa ser incompreendido".
Pesquisador- (Risos.) É verdade!
Oscar Wilde- "Ah! Não me diga que concorda comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado".
Pesquisador- Calma, eu não quis ofender. Só estava sendo natural.
Oscar Wilde- "O natural também é uma pose".
Pesquisador- Podemos continuar? O senhor votaria no presidente Lula se houvesse possibilidade de terceiro mandato?
Oscar Wilde- "O homem pode acreditar no impossível, mas nunca pode acreditar no improvável".
Pesquisador- Só tenho "sim", "não" ou "prefere não dizer"! Em que diabo de opção coloco a sua resposta?
Oscar Wilde- "As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros"
Pesquisador- Esse trabalho não vale o dinheiro que me pagam! (Desliga.)
Oscar Wilde-
"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza".

Há também uma caricatura do escritor, parte do livro 50 razões para rir, mas só para aqueles que forem até o Black splat, de onde eu surrupiei o post.

Eu e o céu

Ao olhar pela varanda daqui, por trás dos telhados e antenas, dá para ver os picos da montanhas ao longe. É um bom termômetro para saber a quantas anda o tempo. Quando a chuva promete, ao invés das árvores erguidas ao longe, é como se o céu descesse e tocasse as telhas, os topos somem atrás da núvem e da névoa.
Sim, essa semana os dias não foram lá de muito anil, mas sentada aqui, eu tive a impressão de que o dilúvio estava suspenso esperando para descer e virar notícia de jornal.
Só que hoje, quando eu entrei no quarto apoiada em muletas, vi o horizonte circunflexo e granulado das copas verdes, mesmo com o céu da mesma cor de outros dias. E então entendi que a minha visão estava abreviada por ter que olhar lá para fora da cadeira, vendo as telhas por baixo. E tive a sensação de que enquanto estar nesta cadeira for compulsório, os dias vão sempre me parecer cinzas, mais plúmbeos do que o normal.
E nem lembro da musiquinha do episódio de Chaves em que todos vão para Acapulco (ou era Guarujá?) para ao menos ter uma trilha-sonora apropriada.

27 de outubro de 2009

Refrigerantes, quando entram.

Base 1 lata padrão

Primeiros 10 minutos:10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura.(É muito para este momento em particular.)

40 minutos:A absorção de cafeína está completa.Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente.Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente, funciona como com a heroína.

50 minutos:O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos:As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam.Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes. Se não puder evitá-los, modere sua ingestão! (mas você pode evitá-los, tem jeito)
Prefira sucos naturais!!!Em sendo possível, dê preferência por aqueles que se vê as frutas
(de boa procedência) sendo preparadas. Seu corpo agradece!
Não acredita? Pergunte, pesquise ´como cada um dos componentes age ao ser ingerido pelo
ser humano...

Lalado do Um mais ou menos.

Fail

A foto acima é de uma cratera de mais de 10m de profundidade, que teria sido causada por um meteorito. Mas então os entendidos em aerolitos constataram que não, foi uma farsa para atrair turistas. Isso na Letônia.
O que eu acho?
Se fosse em São Paulo, todo mundo ia dizer que "tinha que ser brasileiro", e ainda iam falar que a cratera é mal-feita.

23 de outubro de 2009

Comprou-ligou+imp-ganhou

Aliás, tava eu aqui comendo toda feliz o Serenta de Amor que acabei de ganhar e aproveitei para espiar aquelas mensagenzinhas românticas que vêm dentro da embalagem enquanto eu terminava de mastigar. Eu já havia notado que eles tinham abandonado aqueles ditos melosos de Goethe e cia, e passado a adotar coisas mais cínicas e ácidas, que falavam de ciúmes e calorias gastas em um beijo. Ok, não mudaram a fórmula da guloseima, pouco importa. Mas aí agora eu me revoltei. Tem um aviso de promoção, direito deles fazer, para a qual eu tenho que enviar via sms o código que tá na embalagem pagando R$ 0,31+imp/msg. Opa, qual foi? Será que além da música primorosa e da moda refinada, a década de 80 também vai ser marcada pelo saudosismo das promoções achou-ganhou?

Erro crasso

Recebi um e-mail de um grande site de venda por internet, não ponho aqui porque eles não pagarem pelo meu valoroso espaço, mas a mensgem em questão anunciava 50 grandes clássicos da literatura por um precinho módico. Maravilha essa (pretensa) inclusão cultural, já que só compra quem tem internet, conta no banco ou cartão de crédito. Mas alguém avisa a esse povo que eles entraram pelo cano, porque falar de clássico da literatura e vender Eragon tá errado. Isso é tão clássico quanto revista de palavra cruzada da Coquetel. Deu até vontade de ver uma capa de Brida.